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Trabalho e Saúde Mental no Neoliberalismo
Desenvolvi minha explanação em três pontos que considero fundamentais: 1. O trabalho não era o que entendemos hoje por tal e com as virtudes que acreditamos o mesmo possuir - existe uma história do trabalho. Nas grandes civilizações o trabalho era nitidamente diferenciado do não trabalho ou ociosidade. Acho que ainda o é! Desde as mais remotas sociedades esta divisão conferia status e poder aos ociosos que podiam se dedicar às atividades místicas e planejar a sobrevivência material na natureza; e em alguns casos também as atividades ligadas à guerra - nas sociedades primevas os conflitos armados são atividades políticas. Na antiguidade, como na Grécia, o trabalho nobre ou superior era dedicado à filosofia, política, justiça, às artes e aos jogos (jogos físicos e intelectuais como a poesia e a representação teatral). Os trabalhos menos nobres eram os dedicados à economia - trabalho na terra e no lar efetuado por estrangeiros, escravos e em alguns casos atribuídos às ...
Max Horkheimer: Eclipse da razão; Considerações ao capítulo IV – Ascensão e declínio do indivíduo
Imagem: www.onthisday.com/ 1 “ Eclipse da Razão ” foi publicada por Max Horkheimer em 1947, com base nas conferências proferidas na Universidade de Columbia (Nova York) em 1944 (Dep. Filosofia). O prefácio data de março de 1946, um ano depois da rendição alemã, que se dera em março de 1945. A obra não pode ser desvinculada da experiência do autor: a saída da Alemanha em 1933 e a chegada aos EUA em 1934; e depois a II Guerra Mundial e o Holocausto, mas também o que resultou o ideário das revoluções socialistas, tanto da Revolução Russa como a opção dos trabalhadores pelo Fascismo e Nazismo, e a chamada “ indústria cultural ”. Nesta obra o autor debruça-se criticamente sobre “os pressupostos da racionalidade ocidental”. Eclipse da razão tem suas bases em dois escritos anteriores: "Estado autoritário" (1942) e "O fim da razão" (1941, em inglês), republicado com o título "Razão e autoconservação" (1942, em alemão, com alguns acré...
A Diferença da Diferença (ou a Desigualdade Ninfomaníaca de Lars Von Trier)
Para Daiene! Nos tempos de “pós-modernidade” tudo e todos parecem aderir ao extremo relativismo do tipo existem vários tipos de violência, vários tipos de racismo, vários tipos de escravidão, vários tipos de amor, e de ética etc, etc, etc. Mas só existem dois tipos de desigualdade: a desigualdade material e a desigualdade imaterial. Aquela se refere aos bens e serviços necessários à sobrevivência humana, enquanto esta se refere à condição ontológica de realização do espírito humano. No âmbito da sobrevivência material os homens se encontram irremediavelmente no coletivo, como “necessidade”, “carência”, “indigência” e “medo”; não o fazem porque querem, mas porque não podem fugir da sua precariedade material e fragilidade natural. Só no coletivo, só no grupo, no “rebanho”, para usar as palavras de Nietzsche , almejam a sobrevivência. Neste sentido, os homens parecem acreditar que a desigualdade deles frente à natureza e ao cosmos, sua inferioridade e pobreza, pode ser resolvida, p...
LIVROS DIGITAIS
LIVROS DISPONÍVEIS NAS BIBLIOTECAS DIGITAIS/ LIVRO IMPRESSO 💫 FORMATO E-BOOK 👌 SOCIOLOGIA JURÍDICA: Seu objetivo é contribuir para os cursos de Sociologia Jurídica sem se afastar do pensamento sociológico clássico e moderno. Como introdução, os pensadores e os temas escolhidos pelo autor são um recorte bem-intencionado da ampla produção científica existente em Sociologia. O objetivo aqui não é explorar detalhadamente toda a produção sociológica desde os séculos passados nem debater todos os temas possíveis da vida social, mas, sim, discutir os autores e os temas que encaminham o leitor, principalmente o de primeira viagem, para o entendimento dos fundamentos da Sociologia Jurídica. O leitor encontrará nesta edição, ao final de cada capítulo, casos para discussão com exercícios, questões dissertativas e objetivas a partir da leitura efetuada, com o intuito de auxiliar no estudo e no aprofundamento das teorias e dos conceitos, relacionando-os com a realidade. Ao final...
A produção social do ócio disruptivo/criativo: uma introdução marxista às teses de John Holloway
A PRODUÇÃO SOCIAL DO ÓCIO DISRUPTIVO CRIATIVO UMA INTRODUÇÃO MARXISTA ÀS TESES DE JOHN HOLLOWAY / José Manuel de Sacadura Rocha Universidade de São Paulo https://orcid.org/0000-0002-2610-8066 / Palavras-chave: Sociologia, Trabalho, Marxismo, Ócio Criativo, John Holloway Resumo O trabalho econômico material, vital para a sobrevivência coletiva, representa sempre um momento no desenvolvimento das forças produtivas, dos meios de produção e do conhecimento geral da sociedade construído geração após geração. Este artigo trata da transformação do trabalho em ócio disruptivo/ criativo diante da alteração na composição orgânica do capital em desfavor do emprego, mas em favor do tempo de trabalho social disponível, conforme Marx. Em face deste tempo disponível, o artigo propõe o pensamento de John Holloway para “fissurar/rachar” o capitalismo, pelo poder-fazer cotidianos. Avalia, a partir dos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o...


