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Mostrando postagens com o rótulo sociologia

O Fim da Jornada de Trabalho 6x1 no Brasil

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  (hardware.com.br)  I A pauta da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários é tanto resultado do desenvolvimento das forças produtivas na produção, e em menor grau, no setor de serviços, quanto da superpopulação de desempregados e precarizados, quando, em diferentes escalas, o capitalismo avança na direção de mais produtividade com menos tempo de trabalho, ou, em outras palavras, em função da realidade do “tempo livre”. Os motivos sindicais dos trabalhadores para a diminuição da jornada de trabalho estão ligados ao tempo disponível de trabalho, ao desemprego e às condições de contratação da sua força de trabalho – em tese, espera-se que uma jornada reduzida, nas mesmas condições de trabalho, deve aumentar as contratações de força de trabalho.               Para os capitalistas, no entanto, essa discussão só se coloca se for possível diminuir ainda mais os salários e aumentar a produtivida...

Os Três Livros de John Holloway

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  Howard Hodgkin, Artista e modelo, 1980 / VEJA TAMBÉM EM A TERRA É REDONDA  / 1  Meu contato com Holloway surgiu no âmbito da tese de doutorado em 2019: Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder (2002) tinha logo no início uma tese poderosa: toda a mudança social está associada ao poder-fazer , às práticas cotidianas de todos os indivíduos “cansados” da desumanização e brutalidade explícita do capitalismo. Consequentemente, por mais que a dominação seja exercida de forma “capilar” pelo sistema do capital, o seu grau de atração gravitacional varia em função do poder-sobre , segundo Holloway, provocando distorções, fissuras e rupturas na malha do sistema. A tese é simples: a possibilidade de mais ou menos práticas disruptivas anticapitalistas, ou o grau de dominação, depende da atração com que o domínio sistêmico incide sobre o sujeito social, e isto é inevitável por si mesmo. O fundamento desta teoria com base em Marx, que o autor esclarece no segundo livro, Crack Capitalism...

Trabalho e Saúde Mental no Neoliberalismo

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Desenvolvi minha explanação em três pontos que considero fundamentais: 1. O trabalho não era o que entendemos hoje por tal e com as virtudes que acreditamos o mesmo possuir - existe uma história do trabalho.  Nas grandes civilizações o trabalho era nitidamente diferenciado do não trabalho ou ociosidade. Acho que ainda o é! Desde as mais remotas sociedades esta divisão conferia status e poder aos ociosos que podiam se dedicar às atividades místicas e planejar a sobrevivência material na natureza; e em alguns casos também as atividades ligadas à guerra - nas sociedades primevas os conflitos armados são atividades políticas.   Na antiguidade, como na Grécia, o trabalho nobre ou superior era dedicado à filosofia, política, justiça, às artes e aos jogos (jogos físicos e intelectuais como a poesia e a representação teatral). Os trabalhos menos nobres eram os dedicados à economia - trabalho na terra e no lar efetuado por estrangeiros, escravos e em alguns casos atribuídos às ...

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