Postagens

Mostrando postagens com o rótulo capitalismo

Os três livros de John Holloway

Imagem
  Howard Hodgkin, Artista e modelo, 1980 / VEJA TAMBÉM EM A TERRA É REDONDA  / 1  Meu contato com Holloway surgiu no âmbito da tese de doutorado em 2019: Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder (2002) tinha logo no início uma tese poderosa: toda a mudança social está associada ao poder-fazer , às práticas cotidianas de todos os indivíduos “cansados” da desumanização e brutalidade explícita do capitalismo. Consequentemente, por mais que a dominação seja exercida de forma “capilar” pelo sistema do capital, o seu grau de atração gravitacional varia em função do poder-sobre , segundo Holloway, provocando distorções, fissuras e rupturas na malha do sistema. A tese é simples: a possibilidade de mais ou menos práticas disruptivas anticapitalistas, ou o grau de dominação, depende da atração com que o domínio sistêmico incide sobre o sujeito social, e isto é inevitável por si mesmo. O fundamento desta teoria com base em Marx, que o autor esclarece no segundo livro, Crack Capitalism...

Trabalho e Saúde Mental no Neoliberalismo

Imagem
Desenvolvi minha explanação em três pontos que considero fundamentais: 1. O trabalho não era o que entendemos hoje por tal e com as virtudes que acreditamos o mesmo possuir - existe uma história do trabalho.  Nas grandes civilizações o trabalho era nitidamente diferenciado do não trabalho ou ociosidade. Acho que ainda o é! Desde as mais remotas sociedades esta divisão conferia status e poder aos ociosos que podiam se dedicar às atividades místicas e planejar a sobrevivência material na natureza; e em alguns casos também as atividades ligadas à guerra - nas sociedades primevas os conflitos armados são atividades políticas.   Na antiguidade, como na Grécia, o trabalho nobre ou superior era dedicado à filosofia, política, justiça, às artes e aos jogos (jogos físicos e intelectuais como a poesia e a representação teatral). Os trabalhos menos nobres eram os dedicados à economia - trabalho na terra e no lar efetuado por estrangeiros, escravos e em alguns casos atribuídos às ...

Considerações acerca do decrescimento e pós-extrativismo

Imagem
  Imagem: definicion.de/    I - Pós-extrativismo e decrescimento [ALBERTO ACOSTA; ULRICH BRAND, São Paulo: Elefante, 2018] RESUMO DOS PONTOS CENTRAIS GERAIS 1. Tese Central: A Crítica ao Imperativo do Crescimento O argumento central do texto é que o imperativo do crescimento econômico capitalista é o problema fundamental que impulsiona a crise socioecológica global . O texto defende que as soluções atuais não são suficientes e propõem o Decrescimento e o Pós-extrativismo como caminhos radicais para uma transformação social integral (cf. 2018, p. 109) . No espectro do decrescimento têm-se propostas que vão desde “crescimento verde” até “crescimento zero”, “extrativismo progressista” até “extrativismo zero”, envolvendo diretamente a geração de riqueza, aumento do PIB e as políticas públicas. ·        Não às soluções "Verdes" superficiais: O texto critica abertamente as estratégias de "economia verde" , "green new deal" e as a...

Siga-me

Bibliotecas Universitárias e Virtuais - E-books - Impressos

Bibliotecas Universitárias e Virtuais - E-books - Impressos
https://profsacadura.blogspot.com/2026/02/blog-post.html