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Antropologia e Direito: uma resposta antropológica para a violência

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VEJA TAMBÉM "MEU SITE JURÍDICO"  ☝ YOUTUBE  👈👀 Em meu livro Antropologia Jurídica: Para uma filosofia antropológica do direito, ora lançado à 7a. ed. pela editora Juspodivm, defendo a tese de que onde existe mais formalização jurídica estatal existe menos ética .  Vivemos o auge da espetacularização da vida em todos os sentidos, como nos bem disse Guy Debord em Sociedade do Espetáculo . É indubitável que os poderes do Estado moderno, inclusive o Judiciário, não podem e (parece) não querem fugir a isso. Uma das consequências mais nefastas da tecnocracia jurídica atual é que o espetáculo da justiça não pode parar. Eu gostaria de me explicar melhor: a ideia central de Antropologia Jurídica é que nas sociedades humanas nem sempre foi necessária a existência do Estado e a formalização de um ordenamento jurídico para garantia da paz e sobrevivência dos indivíduos, como é o caso das sociedades primevas ainda existentes entre nós. Nestes casos, das sociedades sem Estado, a...

Notas ao subjetivismo na obra de arte

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  A arte/ A arte começou com apuração e intensidade, características que estavam presentes nas obras das pinturas petróglifas – onde existe apuro na forma e no conteúdo, ali existe uma narrativa, a intenção não apenas de comunicar uma existência como ela é, mas emocionar o outro. A arte é um campo recortado de especificidade da realidade com narrativa apurada simbolicamente, intencionalidade de passar e emocionar. Até o Renascimento, com raros momentos, a arte é vista como parte da coletividade, da vida social e seu simbolismo – desta forma, ela é realista até na intencionalidade mítica. A partir do Renascimento a arte se autonomiza. Não apenas expressão de algo no artístico, mas do campo artístico pelo artístico, “contratação” do artista pelo seu trabalho próprio. A abstração se expande, a par com a revelação da ciência na arte: abstração e ciência se encontram nos mínimos detalhes da criação e, como sabemos, muitos outros detalhes até para além de nossa compreensão (p. ex.,...

LIVRO SOCIOLOGIA JURÍDICA - 7a. Edição

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SEMINÁRIOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA (Comte, Durkheim, Marx, Weber) SOCIOLOGIA JURÍDICA (Gurvitch, Bruhl, Luhmann,Wolkmer) SOCIOLOGIA CRÍTICA (Escola de Frankfurt, Foucault, Althusser, Arendt, Agamben, Bauman) SOCIOLOGIA CONTEMPORÂNEA (Hirsch, Harvey, Aglietta, Negri, Holloway, Kurz, Jappe) * Dogmática, Zetética, Classicismo, Modernidade, Contemporâneo, Novo Marxismo/ ALBERICO VIRTUAL LIVRO IMPRESSO / EDITORA GEN FORENSE E - BOOK / PODCAST   👈 👀 SIGA-ME

LIVRO HISTÓRIA do DIREITO - Antiguidade (Oriente, Grécia, Roma, Ibéricos)

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ÁUDIO  👂👈 SUMÁRIO / ALBERICO  VIRTUAL LIVRO IMPRESSO /   EDITORA GEN FORENSE E-BOOK  / Esta obra deve ser lida levando-se em conta que ela tem por objeto uma tríade: estuda a História (1) do Direito (2) no Ocidente (3). Em conjunto, propõe-se a construir em primeiro plano uma “unidade do diverso” não só porque abrange uma miríade de civilizações e períodos históricos, mas porque por meio de histórias sociais, políticas e jurídicas próprias se traça aquilo que se ousa chamar de Direito Ocidental , com base em uma tradição ou linhagem Judaico-Cristã que começa há milênios no Oriente Próximo e desemboca na jusfilosofia Eurocentrista em meados do século XIX. Contém ainda quadros sinóticos representando as principais características e institutos jurídicos de cada civilização. Também consta, ao final de cada capítulo, um resumo sociojurídico de cada período estudado. No final do livro são apresentados o Código de Hamurabi (anotado), o Pentateuco (resumo anotado), a ...

Se os Tubarões Fossem Homens

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ÁUDIO   👈👀 Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis; se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos. Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um ...

Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder - Comunicação USP (FFLCH) - 24/09

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A pesquisa de pós-doutoramento é evolução de um braço fundamental da tese de doutorado, que pode ser verificada no livro “O Direito ao Ócio: os desafios ao trabalho e a nova cultura” (edições 70, 2021). Nos estudos de 4 anos atrás eu reconhecia a fragilidade dos mecanismos da luta dos trabalhadores, enaltecia as lutas de grupos de representatividade, inseridos nas lutas populares maiores, e refletia sobre a importância das atividades culturais e artísticas como forma de luta contra a reificação (alienação) capitalista. Essas ideias ainda orientam minha pesquisa atual, mas com maior ênfase ao autonomismo no fluxo de fazeres cotidianos anticapitalistas – a influência é das obras de John Holloway que passei a pesquisar. É isso que me proponho a apresentar. Encontro-me no meio da pesquisa atual: a mesma versa sobre a revolução radical do poder-fazer em John Holloway, a partir da ideia que devemos dar atenção para nossas atividades e comportamentos cotidianos , repito cotidianos , aqui e...

Paul Lafargue, trabalho e ócio

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  ÁUDIO   👈👀 VEJA TAMBÉM EM A TERRA É REDONDA /  Este artigo reconstitui o Prólogo do livro "O Direito ao Ócio: os desafios ao trabalho e a nova cultura" / Em 1880, Paul Lafargue , publicou no semanário  L’Egalité , o seu  Direito à preguiça . Na prisão, em 1883, Paul Lafargue escreveu suas notas ao texto original, com o mesmo brilhantismo e antecipação dos males do trabalho que, ao contrário do que se supõe, proporciona aos produtores diretos e a toda a sociedade. Paul Lafargue explica por que o trabalho (industrial, assalariado) escraviza e empobrece continuamente os trabalhadores e reduz os homens de forma geral à condição de servos e lhes enfraquece o espírito. Tanto no final do século XIX, como hoje, no século XXI, portanto 142 anos depois do texto de Paul Lafargue, a idiotice da defesa do trabalho como categoria genérica só fez embrutecer mais e mais a humanidade, para não falar dos flagelos e da tirania provocados aos trabalhadores. De fato, sem precisa...

Capitalismo ecológico, ecossocialismo e desenvolvimento

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  Imagem: Lisa Fotios/ VEJA TAMBÉM EM A TERRA É REDONDA / Por  JOSÉ MANUEL DE SACADURA ROCHA  &  ENEIDA GASPARINI CABRERA* Na materialidade histórica da subjetividade presente, sob a lógica da acumulação infinita do sistema de produção capitalista, o colapso ambiental foi desvelado “Nós não queremos salvar o Capitalismo, mas nos salvar dele” (Zapatismo). 1. Desde o século XIX, diversos pesquisadores e cientistas do clima [i]  já apontavam em seus estudos que a temperatura do planeta era regulada, entre outros fatores, pela concentração dos gases de efeito estufa (gás carbônico, metano, óxido nitroso, água, entre outros elementos). Esse efeito estufa natural é um processo causado, especialmente, pelos gases citados, que ocorre naturalmente na atmosfera terrestre, sendo fundamental ao equilíbrio do Planeta, já que sua função chave é manter as temperaturas atmosféricas, marítimas e sobre a superfície terrestre compatíveis com a vida dos humanos e não-humanos qu...

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