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O Fim da Jornada de Trabalho 6x1 no Brasil

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  (hardware.com.br)  I A pauta da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários é tanto resultado do desenvolvimento das forças produtivas na produção, e em menor grau, no setor de serviços, quanto da superpopulação de desempregados e precarizados, quando, em diferentes escalas, o capitalismo avança na direção de mais produtividade com menos tempo de trabalho, ou, em outras palavras, em função da realidade do “tempo livre”. Os motivos sindicais dos trabalhadores para a diminuição da jornada de trabalho estão ligados ao tempo disponível de trabalho, ao desemprego e às condições de contratação da sua força de trabalho – em tese, espera-se que uma jornada reduzida, nas mesmas condições de trabalho, deve aumentar as contratações de força de trabalho.               Para os capitalistas, no entanto, essa discussão só se coloca se for possível diminuir ainda mais os salários e aumentar a produtivida...

Direito e Política Criminal em Hegel

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VEJA TAMBÉM EM "MEU SITE JURÍDICO"  /  Friedrich Hegel discorda que um indivíduo não possa dispor, pelo “contrato social”, de sua própria vida e em qualquer situação, e não apenas no caso de um crime com alto grau de violência – esta discordância diz respeito diretamente a Cesare Beccaria ( Dos delitos e das penas ). Na verdade, para Hegel não se coloca a questão de classificação do delito, pois não faz diferença em sua metafísica o grau de periculosidade, ofensividade ou violência. Não é nestes termos que Hegel discorda de Beccaria, já que não é propriamente a reparação ou punição, ou o delito, que possivelmente se apresenta como mais importante em sua filosofia do Direito.   O que precisa ser explicado é qual o poder necessário e qual a justificativa para que “objetivamente” um indivíduo seja punido com a pena capital, já que do ponto de vista subjetivo, individual, difícil e de forma precária se poderá criar um consenso sobre esse tipo de punição. Daí que Hegel n...

Os Três Livros de John Holloway

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  Howard Hodgkin, Artista e modelo, 1980 / VEJA TAMBÉM EM A TERRA É REDONDA  / 1  Meu contato com Holloway surgiu no âmbito da tese de doutorado em 2019: Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder (2002) tinha logo no início uma tese poderosa: toda a mudança social está associada ao poder-fazer , às práticas cotidianas de todos os indivíduos “cansados” da desumanização e brutalidade explícita do capitalismo. Consequentemente, por mais que a dominação seja exercida de forma “capilar” pelo sistema do capital, o seu grau de atração gravitacional varia em função do poder-sobre , segundo Holloway, provocando distorções, fissuras e rupturas na malha do sistema. A tese é simples: a possibilidade de mais ou menos práticas disruptivas anticapitalistas, ou o grau de dominação, depende da atração com que o domínio sistêmico incide sobre o sujeito social, e isto é inevitável por si mesmo. O fundamento desta teoria com base em Marx, que o autor esclarece no segundo livro, Crack Capitalism...

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